SATYRIANAS 2014: Comemoram 25 anos do Grupo Os Satyros.

Raphael Martins, colaborador especial do Aplauso Brasil (Redacao@aplausobrasil.com.br)

publico

SÃO PAULO – Projeto traz 78 horas ininterruptas de programação cultural na Praça Roosevelt no Centro de São Paulo. O Aplauso Brasil foi lá conferir e ouvir a opinião do público participante em nossa coluna Vox Populi, inaugurada aqui nas Satyrianas 2014.

Por volta das 20 horas a plataforma desce lentamente os quinze metros de onde a apresentação se realizou. Trata-se do espetáculo Desiderata do Grupo Sensus. Os atores Thereza Piffer e Juliano Hollivier levam um expectador por vez para um passeio em uma plataforma elevatória.

 

Mayara Santos Barda, estava empolgada após participar da apresentação do Desiderata do Grupo Sensus.

“Maravilhoso! Maravilhoso! Eu senti que estava voando, não deu nenhum pouco de medo de cair” disse respirando fundo ainda sem ar. “Agora quero ir no Desiderada Horizontal, me disseram que você coloca vendas nos olhos e deita enquanto declamam no seu ouvido! Vai ser bom, preciso relaxar depois disso!” Aponta para a plataforma.

Perto dali, na calçada em frente ao Espaço Parlapatões, Gero Camilo passa apressado: “Estou indo assistir o Cabaré do Beco no Circo da Satyrianas”. Pergunto o que acha do projeto e ele responde: “Estou muito feliz de estar aqui, participar da celebração dos 25 anos dos Satyros, estou no encerramento. O Megatamainho é o meu segundo álbum e ele vem para comemorar minha poesia e composição. Me apresento na Tenda Música no domingo”, convida. “São músicas autorais e algumas em parceria com alguns queridos artistas como Otto, Luiz Caldas e Ruby, meu grande parceiro e eu espero que vocês gostem.”

Já na saída da peça Medeia 1 Verbo, conversamos com Marco Giafferi , 52 – Artista: “Estou muito impactado, porque sou muito ligado a essa história. Achei bem impactante esta concepção (de Medeia)”.  E também com Luíz, 27 – Analista de Marketing: “Eu não conhecia o texto original, mas achei bem representativo”.

Medeia 1 Verbo está em cartaz no Galpão do Folias de Sex  às 21h; Sab às 21h e Dom às 20h e também está fazendo parte da programação desta edição das Satyrianas.

De volta à Roosevelt, encontramos Maria Carla, 35 na saída da performance Fluoxetina: uma reflexão sensório-cênica sobre a prescrição e o uso indiscriminado de antidepressivos.

“Achei bem legal a ambientação, aquela coisa obscura, pra falar da depressão. Mas confesso que não entendi algumas coisas, tenho que pensar um pouco ainda sobre o que eu vi.” Fala com olhar distante.

Novamente na calçada agora em frente ao Espaço Satyros I, encontro com Júlia Grimaldi, saindo da apresentação de Pavilhão Japonês. “Gostei, achei curto e direto, noventa minutos mas passou voando. Foi interativo, legal, gostei da proposta.” Diz com um sorriso, logo ao nosso lado está o ator Pascoal da Conceição, “Eu sempre frequento,  não é todo ano que eu venho porque as vezes posso estar viajando, fazendo peça fora daqui, mas a Satyrianas é ótima! É um evento que cresceu tanto, tá virando uma coisa mundial.”

Na praça, a dupla de clowns Levi e Leviana, escreviam poesias no chão com giz.

“Gostamos muito do evento, esse é o primeiro ano que a gente vem como clown, nós não fazemos parte do evento, mas estamos aproveitando, nós somos os clowns sem fronteira! Tem espaço pra todo mundo!”, celebram.

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