Crônica: sentimento coletivo

EM REDE – Passei um dia inteiro pensando no que iria escrever para minha crônica de hoje e, como se não bastasse o dia, fiquei a semana toda em “loop”, pensando, sem chegar a nenhuma conclusão. Agora estou aqui: mente vazia, coração vazio, mãos inertes. Não é preguiça de pensar, é medo! Tento viver mas, sei lá, parece que o dia fica faltando um pedaço.

O que fazer quando sentimos exatamente o que outras pessoas sentem? Existe alguma palavra específica para isso ou devemos chamar, simplesmente, de sentimento coletivo?

Porque é estranho…

Parece que nenhum sentimento cabe em palavra alguma. Que dizer, então, de um sentimento coletivo? Tudo comprimido em apenas duas palavras. Coisa de doido! É preciso amadurecer um pouco as ideias para se chegar a alguma conclusão.

E olha que hoje até parece um dia normal, como qualquer outro. Vejo o mesmo sol lá fora, piso no mesmo chão frio de sempre, uso as mesmas roupas de outro dia. Abro a janela e até o vento parece o mesmo de sempre.

Repito: é estranho…

Porque precisamos compartilhar com toda humanidade de um mesmo sentimento se somos únicos? Isso reflete uma ligação mais estreita entre as pessoas ou são efeitos de uma cruel integração econômica?

Nem sei o que estou querendo dizer com isso. É muita coisa e nada em tão poucas palavras. Porém ninguém pode negar que isso é um sentimento muito verdadeiro.

Chega! Preciso parar, tocou o telefone e é alguém importante. Vou atender. Quandovoltar não conseguirei dar sequência a esse raciocínio ilógico.

Mas tudo bem…

A vida continuará normal, no entanto, talvez o meu sentimento seja diferente.

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