SR E SRA SCHUMANN RECEBEM QUERIDO BRAHMS NO TEATRO J. SAFRA

Redação do Aplauso Brasil (redacao@aplausobrasil.com)

QUERIDO BRAHMS
QUERIDO BRAHMS

SÃO PAULO- O espetáculo Querido Brahms mostra o relacionamento entre três músicos de renome: Clara Schumann, o seu marido Robert Schumann e o amigo do casal Johannes Brahms, na Alemanha do século XIX. O texto é de José Eduardo Vendramini, com direção de Tadeu Aguiar. O elenco é formado por Carolina Kasting, Werner Schünemann e Olavo Cavalheiro.  O maestro Miguel Briamonte assina a trilha e a direção musical. A estreia é sexta 30, às 21h30, no Teatro J. Safra.

QUERIDO BRAHMS
QUERIDO BRAHMS

Na trama, Johannes Brahms (Olavo Cavalheiro)  vai passar uma temporada na residência dos amigos Clara  ( Carolina Kasting) e Robert Schumann (Werner Schünemann) , depois que Clara, por quem  Brahms é apaixonado, pede a sua ajuda.  

QUERIDO BRAHMS
QUERIDO BRAHMS

Schumann se jogou nas águas geladas do Rio Reno, durante um acesso de loucura. Ele precisa de ajuda e Clara quer que o jovem amigo a ajude na decisão de internar o marido num hospício ou tentar curá-lo em casa.

Clara não sabe como lidar com a situação porque além de cuidar da casa e da sua carreira profissional, espera mais um filho.

QUERIDO BRAHMS
QUERIDO BRAHMS

A formação de um triângulo amoroso,  ousado para a época, é inevitável. O cenário é bucólico, com composições carregadas de sentimentos e em um clima tenso e romântico.

A música, a loucura, o amor e a amizade se encontram numa peça que mistura ficção e fatos reais, com base em detalhadas pesquisas históricas.

Sobre os músicos

Johannes Brahms

Compositor e pianista, o alemão Joanes Brahms foi um dos maiores nomes do romantismo musical Europeu do século XIX. Nasceu em 1833 em Hamburgo, na Alemanha, e dedicou-se a quase todos os gêneros musicais da época – exceto ópera e balé. Filho de músico, possuía, desde pequeno, habilidades especiais para a arte. Com apenas dez anos de idade realizou o primeiro concerto público com composições de Mozart e Beethoven. Mas o mérito de grande compositor chegou, em 1868, com a estreia de Réquiem alemão. Em 1876, mesmo já consagrado como importante compositor, recebeu o título de “sucessor de Beethoven” com a sua Primeira Sinfonia.

Robert Schumann

Robert Schumann nasceu em 1810, no leste da Alemanha.  Além de músico e compositor, era poeta, o que levou parte dos críticos da época a defini-lo como escritor que, por engano, dedicou-se à música. Sua obra musical trazia um estilo soturno e melancólico, influenciado por Lord Byron e E.T.A. Hoffmann, de quem Schumann era profundo admirador.

Logo cedo, apaixonou-se por Clara (filha de seu professor de música, Friedrich Wieck), com quem chegou a casar mesmo sob a desaprovação do pai da noiva, que o acusava de alcoólatra e demente. Aos 22 anos, Schumann começa a sentir os efeitos de uma doença degenerativa que iria lhe dificultar o movimento dos dedos e, em pouco tempo, impossibilitá-lo de continuar tocando piano.

Em 1835, produziu uma de suas principais obras-primas: Carnaval. Nesta época, a fama da mulher como “exímia instrumentista” crescia mais depressa do que a sua. Tratado como “o marido da pianista”, sofreu com crises de depressão e, posteriormente, começou a sentir alucinações e surtos psicóticos. A partir daí, travou inúmeras batalhas contra a loucura que levou a qualidade de suas obras a cair. Deprimido, em 1856, tentou suicídio atirando-se as águas do rio Reno.

 

Clara Schumann

Clara Schumann (1819) foi pianista e compositora romântica alemã. Desde jovem, aprendeu técnicas do piano, mediante disciplina rígida, com seu pai, Friedrich Wieck. A partir dos 13 anos, desenvolveu uma brilhante carreira pianista apresentando-se em vários palcos pela Europa. Casou-se com Robert Schumann aos 21 anos de idade iniciando uma grande parceria: ele compondo e ela interpretando e divulgando suas composições. Apesar de Schumann incentivar a esposa em sua criação musical, Clara, muitas vezes, renunciou sua carreira como compositora para promover a do marido. Foi também obrigada a interromper sua carreira por diversos períodos devido suas oito gestações.  Mas a pior crise de sua vida aconteceu quando Schumann entrou em depressão crônica, culminando na sua tentativa de suicídio.

 

Ficha Técnica:

Autor: José Eduardo Vendramini

Direção: Tadeu Aguiar

Elenco: Carolina Kasting, Werner Schünemann e Olavo Cavalheiro

Gênero: Romance de época

Direção Musical: Maestro Miguel Briamonte

Direção Técnica: Rafael Altro

Diretora de Produção: Rosana Penna

Luz e Co-Produção: Cizo de Souza

Visagismo: Hugo Daniel

Cenário: J.C.Serroni

Figurinos: Ney Madeira e Dani Vidal

Coordenador Geral: Lucas Olles

 

Serviço:

Local: Teatro J.Safra – Rua Josef Kryss, 318 – Barra Funda – São Paulo.

Temporada: de 30/01 a 29/03 (sexta às 21h30, sábado às 21h00 e domingo às 20h00)

Duração: 70 minutos

Bilheteria: Quartas e quintas, das 14h às 21h. Sextas, Sábados e Domingos a partir das 14h.

Ingressos: R$ 60,00 (sábados) e R$ 50,00 (sexta e domingo)

Capacidade: 633 pessoas

Vendas: www.compreingressos.com.br ou (11)2626-0243

Classificação etária: 14 anos

Estacionamento: no local

 

 

 

Michel Fernandes

Michel Fernandes, graduado em Jornalismo e pós graduado em Direção Teatral., escreveu de 2000 a 2012 críticas de teatro e reportagens para o iG. Em 2002 criou o Aplauso Brasil - www.aplausobrasil.com.br -, site voltado à noticias, resenhas e críticas teatrais, até hoje no ar. Integrante da APCA desde 2004, Michel Fernandes já esteve nas comissões do Prêmio Miriam Muniz, ProAC, Programa de Fomento ao Teatro de São Paulo, emtre outros Em 2012 criou o Prêmio Aplauso Brasil de Teatro. Em 2014 realiza Residência do Aplauso Brasil na SP Escola de Teatro. Em 2015 é crítico convidado da MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo). Em 2016 é membro de comissão julgadora do Proac. Em 2017 faz parte do Conselho Consultivo do CCSP.