Texto de Sérgio Roveri fica em cartaz até 7 de julho na Oficina Cultural Oswald de Andrade

SÃO PAULO – Com elenco formado por Ella Bellissoni, Jean Dandrah e Regina Maria Remencius, espetáculo À Espera  traz três personagens que podem estar em qualquer lugar, em qualquer tempo: duas mulheres, sem nenhum tipo de memória acordam todos os dias na mesma hora, à espera de algo – até que um dia recebem a visita inesperada de um homem que veio comemorar um aniversário.

A ação acontece no despertar do que deveria ser um sono profundo, Uma (Remencius) e Outra (Bellissoni) se deparam com o sol que insiste em nascer todos os dias, numa indecifrável realidade. Uma é a mais velha. Não anda, vive na cadeira de rodas, não dorme nunca, não sonha e gosta de falar. À noite, conta os pingos que caem de uma torneira e, durante o dia, ocupa-se ouvindo relatos dos sonhos de Outra. Uma não tem memória, nem lembrança do passado. Outra é jovem e cuida de Uma. Sente medo. Dorme, sonha e inventa sonhos para entreter Uma. Ela também não tem memória de quem foi. Ambas não sabem como foram parar ali e esperam que um dia haja explicação para tamanha espera.

Ele (Dandrah) chega sem avisar para uma festa de aniversário, trazendo duas garrafas de bebida, a promessa de um bolo e algumas histórias. Ele conta que em uma festa já foi capaz de cantar 137 vezes uma mesma canção. Logo após sua chegada, Outra aproveita para sair e conhecer o mundo lá fora, e volta com algumas respostas.

A ambientação não é realista, é uma instalação cenográfica (de David Schumaker) feita de tecidos em tons de branco, dispostos em simetrias e assimetrias geométricas e simbólicas para que todos os universos sejam possíveis. A iluminação (de Fran Barros) explora as muitas possibilidades que o cenário permite, desde o foco fechado no rosto dos atores para realçar a palavra, passando pelo amarelo intenso do nascer do sol que invade “a casa” todas as manhãs, até o preenchimento do ambiente fazendo uso de cores, alternando e enfatizando os climas das cenas. E a trilha sonora (de Ricardo Severo), originalmente composta, descreve o clima, o vazio, a incerteza e pontua a repetição dos dias. Ora comenta, ora pontua, ora acentua a ação dramática.

Ficha técnica / Serviço

Texto: Sergio Roveri. Direção: Hugo Coelho. Elenco: Ella Bellissoni, Jean Dandrah e Regina Maria Remencius. Cenário: David Schumaker. Iluminação: Fran Barros. Design de aparência de atores: Adriana Vaz Ramos. Música original, produção musical e desenho de som: Ricardo Severo e Rafael Thomazini. Assistência de direção: Fernanda Lorenzoni e Larissa Matheus. Direção de produção: Fernanda Moura. Produção: Palimpsesto Produções Artísticas. Assistência de produção: Fernanda Ramos. Fotos: Heloísa Bortz. Identidade visual: Denise Bacellar. Mídias sociais: Verá Papini. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Realização: Ella Bellissoni, RMR Produção Artística e Núcleo 137.

 

Sinopse – Duas mulheres acordadas do que deveria ser um sono profundo se deparam com o sol que insiste em nascer, todos os dias, na mesma hora numa indecifrável realidade. Elas recebem a visita inesperada de um homem para uma festa de aniversário. Embora não saibam exatamente o que estão fazendo naquele lugar, os personagens têm consciência de que estão ali por algum propósito.

Espetáculo: À Espera

Estreia: 11 de maio. Sexta, às 20h

Temporada: 11 de maio a 7 de julho

Horários: Quintas e sextas (às 20h) e sábados (às 16h e 18h)

Ingressos: Grátis – Retirar com 1h de antecedência.

Classificação: de 14 anos. Gênero: Drama. Duração: 60 min.
No período de 24/5 a 2/6 não haverá apresentação.

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