Um adeus pessoal e intransferível: de Eduardo Silva para o amigo Gésio Amadeu

Edu Silva tem essa foto como a forma que ele quer lembrar do amigo e ator

EM REDE – Me pediram pra escrever algumas linhas sobre um amigo (Gésio Amadeu) que na quarta (05/08/2020) às 16:09hs foi fazer uma viagem. O que escrever de um homem que nasceu artista na essência de tudo que essa palavra traduz, e com as dificuldades que superou as dificuldades de se manter de arte num país que não a valoriza? O que escrever de um negro que sempre me contou com aquela calma que lhe é peculiar as histórias das suas reinvindicações de se fazer respeitar numa sociedade racista?


O que escrever de um homem negro artista que continuou as trincheiras abertas por Da Ruth de Souza e prosseguiu aumentando mais espaços ao lado de Da Léa Garcia, João Acaiabe, Neusa Borges, Lizete Negreiros, Cleide Queiroz, Aldo Bueno, Augusto Pompêo… E tant@s outr@s que não estou citando e também tive a honra de contracenar? O que escrever de um ator que sempre foi uma das minhas referências?

O que escrever de um homem que priorizava o convívio doméstico que junto à uma companheira tão forte, tão especial e tão artista quanto ele, construíram uma família linda como eles 2 são? O que escrever de um espiritualista (como eu) que não ficava aos 4 ventos divulgando sua crença filosófica (como eu faço) porque ele simplesmente à vivia.
E sentíamos nele a caridade, a bondade, a palavra amiga e a preocupação com o próximo.

Nada pra escrever.

Só sei que pra que não sentissemos muito sua falta antes da sua partida ele ainda ficou um tempinho por aqui…
Mas nessa escola que chamamos Terra, ele já aprendeu o que tinha que ser entendido… Ele já passou de ano. Ele já ensinou o que teria que ser transmitido e foi aumentar sua Sabedoria em Escolas mais nobres
Foi continuar sua Evolução.
E tenho certeza que não foi um adeus, mas um até logo!