VINGANÇA, o Musical volta para São Paulo no Teatro Sérgio Cardoso

Redação do Aplauso Brasil (redacao@aplausobrasil.com)

VINGANÇA - O MUSICAL
VINGANÇA – O MUSICAL

SÃO PAULO – A obra de Lupicínio Rodrigues é o ponto de partida desse musical brasileiro. O texto é uma Criação da atriz, cantora – e agora dramaturga – Anna Toledo. Depois de duas temporadas de enorme sucesso no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB SP), o musical faz curta temporada no Teatro Sérgio Cardoso até 29/06.

Vingança, o Musical narra a história de três triângulos amorosos, tendo como pano de fundo a efervescência passional do “samba-canção”. A música, a boemia e a paixão são o fio condutor de uma trama onde os papéis de traído e traidor alternam-se numa intrincada ironia do destino.

Na montagem, o diretor André Dias recria a atmosfera do Sul do Brasil dos anos 50, reforçada nos figurinos de Fábio Namatame.

As canções de Lupicínio são executadas ao vivo, em novos arranjos criados por Guilherme Terra especialmente para o espetáculo, na formação instrumental de piano, violão e percussão e arranjos vocais para o elenco.

Elenco de Vingança
Elenco de Vingança

Vingança, o Musical tem direção de movimento e Coreografia  de Kátia Barros. O cenários e figurinos é de Fábio Namatame. A iluminação é de Wagner Freire e o designer de som de Fernando Fortes.

 

A história leva esse nome porque a música Vingança foi o maior sucesso comercial de Lupicínio Rodrigues. Composta por Lupicínio como um desabafo diante da traição de Mercedes, uma de suas muitas namoradas, a música foi gravada por Linda Batista em 1951 e fez sucesso até no Japão. Com o dinheiro que ganhou naquele ano, Lupicínio comprou um carro e batizou-o de “Vingança”.

O compositor:
Lupicínio Rodrigues (1914 – 1974) foi um dos mais populares compositores brasileiros. Quarto filho numa família de 21 irmãos, Lupe, como era chamado desde pequeno, nasceu numa vila pobre instalada no bairro da Cidade Baixa, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Nunca saiu da capital gaúcha, a não ser por uns meses em 1939, para conhecer o ambiente musical carioca. Porto Alegre era seu berço querido e todo o seu universo. Mas isto nunca limitou o alcance de sua obra. Em 1932, já havia lançado o sucesso Felicidade. Trabalhou como bedel da Faculdade de Direito da UFRGS, até aposentar-se precocemente por motivos de saúde, em 1947. A esta altura, já era um compositor consagrado nacionalmente, tendo suas músicas gravadas por estrelas do rádio como Francisco Alves, Ciro Monteiro e Linda Batista. Boêmio, foi proprietário de diversos bares, que seguidamente ia abrindo e fechando, tudo apenas para ter, antes do lucro, um local para encontro com os amigos.

Lupicínio buscou em sua própria vida a inspiração para suas canções, onde a traição e o amor andavam sempre juntos.  Famoso pela franqueza com que expressava seus sentimentos na música, e apesar de viver casado desde a juventude com a mesma mulher, acreditava que um homem devia ter uma esposa dentro de casa e várias mulheres na boemia. Constantemente abandonado pelas amantes, Lupicínio brincava dizendo: “cada vez que sou traído, escrevo uma música e compro um carro novo”.

Nos anos 70 sua música foi redescoberta pela geração Tropicalista e MPB: Caetano Veloso gravou Felicidade, Gal Costa gravou Cadeira Vazia e Volta, Gilberto Gil gravou Quem Há de Dizer, Elis Regina gravou Maria Rosa e Paulinho da Viola fez sucesso com Nervos de Aço Nas décadas seguintes foi regravado por Fábio Jr, Arnaldo Antunes, Ivete Sangalo, Elza Soares, Paulinho da Viola e tantos outros.

Deixou cerca de uma centena e meia de canções editadas; outras centenas que compôs foram perdidas, esquecidas ou estão à espera de quem as resgate. Torcedor do Grêmio, compôs o hino do tricolor em 1953. Seu retrato está na Galeria dos Gremistas Imortais, no salão nobre do clube. Na ocasião da sua morte, em agosto de 1973, uma multidão acompanhou o cortejo fúnebre pelas ruas, cantando  Se Acaso Você Chegasse. Neste dia, os bares de Porto Alegre permaneceram fechados em homenagem ao seu boêmio mais ilustre.

 Ficha Técnica
Canções de Lupicínio Rodrigues (1914 – 1974)
Idealização e texto de Anna Toledo
Direção Musical e Arranjos Guilherme Terra
Direção Geral André Dias
Elenco
Amanda Acosta – Maria Rosa
Andrea Marquee – Linda
Anna Toledo – Luzita
Jonathas Joba – Liduíno
Leandro Luna – Alves
Sérgio Rufino – Orlando
Guilherme Terra – Seu Maestro
Músicos em cena: Guilherme Terra (Piano), Jeferson de Lima (Violão) e Ricardo Berti(Percussão)
Direção de Movimento Kátia Barros
Coreografias Kátia Barros e Keila Fuke
Preparação Corporal Keila Fuke
Cenário e Figurino Fábio Namatame
Designer de Som Fernando Fortes
IluminaçãoWagner Freire
Assistente de Direção Carla Masumoto
Assessoria de ImprensaDaniela Bustos e BethGallo – Morente Forte Comunicações
Programação Visual Cassiano Pires
Fotos João Caldas
Administração e Assistente de Produção Jady Forte
Assistente de Produção Thaís Peres e Celso Dornellas
Produção Executiva Katia Placiano
Coordenação de Projetos Egberto Simões
ProdutorasSelma Morente e Célia Forte
Produção Morente Forte Produções Teatrais

Serviço
VINGANÇA
Teatro Sergio Cardoso
Sala Paschoal Carlos Magno
Rua Rui Barbosa, 153. Bela Vista
Bilheteria: 3288.0136
De segunda a sábado, das 14h às 17h, para vendas antecipadas. De segunda a domingo, das 14h até o início do espetáculo. Aceita todos os cartões. Vendas:  www.ingressorapido.com e 4003.1212
Sextas e Sábados às 19h | Domingos às 20h

Ingressos: Sextas R$ 30 | Sábados R$ 50 | Domingos R$ 40

Duração: 100 minutos (com 10 minutos de intervalo)
Recomendação: 16 anos
Gênero: musical
Curta Temporada: de 10 de maio a 29 de junho

Michel Fernandes

Michel Fernandes, graduado em Jornalismo e pós graduado em Direção Teatral., escreveu de 2000 a 2012 críticas de teatro e reportagens para o iG. Em 2002 criou o Aplauso Brasil - www.aplausobrasil.com.br -, site voltado à noticias, resenhas e críticas teatrais, até hoje no ar. Integrante da APCA desde 2004, Michel Fernandes já esteve nas comissões do Prêmio Miriam Muniz, ProAC, Programa de Fomento ao Teatro de São Paulo, emtre outros Em 2012 criou o Prêmio Aplauso Brasil de Teatro. Em 2014 realiza Residência do Aplauso Brasil na SP Escola de Teatro. Em 2015 é crítico convidado da MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo). Em 2016 é membro de comissão julgadora do Proac. Em 2017 faz parte do Conselho Consultivo do CCSP.

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