WILSON SIMONAL É HOMENAGEADO EM MUSICAL QUE ENTRA EM CARTAZ NO TEATRO CETIP

Nanda Rovere, do Aplauso Brasil (nanda@aplausobrasil.com)

O ator Ícaro Silva (foto) interpreta o cantor Simonal em musical biográfico. Foto: divulgação
O ator Ícaro Silva (foto) interpreta o cantor Simonal em musical biográfico. Foto: divulgação

SÃO PAULO –  S´imbora, o Musical – A História de Wilson Simonal relembra a trajetória de um dos maiores nomes de nossa música nos anos 60, até o início dos 70. O ator Ícaro Silva vive Simonal. O texto é de Nelson Motta e Patrícia Andrade. Direção é de Pedro Bricio. Direção musical é de Alexandre Elias. A estreia é quinta, 11, no Teatro Cetip, às 21h00.

O musical, que fez  sucesso no Rio de Janeiro de público e crítica, une ficção e realidade e pretende homenagear um artista de renome pelo seu talento, que conquistou o público com músicas como Mamãe Passou Açúcar Em Mim, Nem Vem Que Não Tem, Balanço Zona Sul, Sá Marina, País Tropical e Meu Limão, Meu Limoeiro.

A mistura de ritmos foi uma marca desse artista que também comandou o programa Spotlight, na TV Tupi,  e dois programas na TV Record, Show em Si… Monal e Vamos S’imbora, programas com mulheres bonitas e que conquistaram o público. Na sua carreira, Simonal enveredou por diversos estilos musicais, como rock, calipso,  samba, soul e bossa nova.

"S'imbora Simonal" chega a São Paulo depois de sucesso no Rio de Janeiro. Foto/crédito: divulgação
“S’imbora Simonal” chega a São Paulo depois de sucesso no Rio de Janeiro. Foto/crédito: divulgação

Simonal tinha um grande poder de comunicação com os fans, como cantor e apresentador, com suingue, humor, ginga e carisma. Usava, por exemplo, gírias recriando o significado de palavras.

Apesar do sucesso, Simonal caiu no ostracismo já nos anos 70. A suspeita de sua ligação com a Ditadura Militar (de 1964 a 1985) foi determinante para a sua crise pessoal e profissional.

Alcóolatra, o artista começou a perder a potência vocal.  Além disso, Simonal estava desacreditado perante a classe artística porque foi acusado de ser informante do DOPs, órgão de informação e repressão do regime militar.

Em 2003, a Comissão Nacional de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) abriu um processo para apurar a veracidade desse fato, a pedido da família do cantor, e provou que ele não tinha nenhum envolvimento com a Ditadura, mas a vida dele já estava em decadência.

Segundo a equipe criativa do espetáculo, S´imbora, o Musical não deixa de lado as polêmicas da vida de Simonal, mas busca resgatar as qualidades que determinaram o seu grande sucesso, sem julgamentos.

Nos últimos anos o artista tem sido reverenciado em diversos projetos. Além do musical, foi eleito o quarto melhor cantor brasileiro de todos os tempos pela revista Rolling Stone Brasil, foi lançado um filme sobre a sua carreira, Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei, de Claudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal, que serviu de base de estudo para o elenco, os autores e a direção na hora da criação do musical.  Também foram realizados shows e gravados um CD e um DVD em sua homenagem (O Baile do Simonal).

Para que a estreia do musical na capital paulista seja noticiada pelas mídias, jornalistas foram recebidos no Teatro Cetip para uma coletiva de imprensa.

A ocasião contou com a presença de integrantes do elenco e da equipe técnica. Simoninha e Max de Castro, filhos de Simonal, têm acompanhado a trajetória do musical desde a estreia do Rio e também deram os seus depoimentos sobre a montagem e sobre a importância do pai para a história da nossa música.

O diretor Pedro Brício  conta que conhecia pouco Simonal antes do projeto, mas percebeu que a sua história daria um belíssimo musical.  Na sua opinião, além do talento inegável, Simonal teve altos e baixos e por isso a sua vida tem gerado tanto interesse.

O diretor salienta que através do musical o público passa pelo vasto repertório do artista e conhece fatos de sua vida pessoal. A sua trajetória é narrada por Carlos Imperial, muito amigo de Simonal, que no palco é interpretado por Thelmo Fernandes.

Ícaro Silva, conhecido por trabalhos como Rock In Rio e Elis, a musical ( em que fez o também cantor Jair Rodrigues), diz que é um privilégio interpretar Simonal e o compara a artistas de renome mundial, como Michael Jackson. Diz que se identifica muito com o seu caráter transgressor:¨Ele era um cara muito à frente do seu tempo¨. Na opinião do ator e cantor, Simonal representa o valor dos artistas negros num tempo de contestação, preconceitos e manifestação política. ¨Trazer a história de Simonal para o teatro tem um grande impacto. Parece que eu flutuo no palco. É catártico¨, complementa.

Para Simoninha, que é músico, S´imbora o Musical é um espetáculo de alta qualidade e mostra a magia e o poder do teatro.

Max de Castro, que assina os arranjos musicais (fieis à obra do Simonal, mas com um olhar contemporâneo), destaca que nessa produção há um trabalho excelente de ator, especialmente de  Ìcaro Silva na pele de Simonal. Para ele, quem nunca ouviu falar do seu pai tem a oportunidade de conhecê-lo.

Castro também afirma que a história do seu pai é o arquétipo da pessoa de origem simples que consegue vencer na vida, mas que não soube lidar com a fama e acabou esquecido pelo chamado grande público.

Ficha Técnica: 

 

Texto de Nelson Motta e Patrícia Andrade

Direção Geral: Pedro Brício

Assistente de Direção : Gustavo Wabner

Direção Musical: Alexandre Elias

Cenário: Hélio Eichbauer

Figurino: Marília Carneiro

Coreografias: Renato Vieira

Produção Geral: Luiz Oscar Niemeyer

Direção de Produção: Joana Motta

Patrocínio: Cielo

Apoio Cultural: Bolt e Taesa

Realização: Planmusic

 

Elenco:

Ícaro Silva (Simonal)

Thelmo Fernandes (Carlos Imperial)

Marina Palha (Tereza)

Gabriel Staufer (Miele/Walter Clark/ Guinsburg)

Kadu Veiga (Marcos Moran/Boscoli)

Victor Maia (Roberto Carlos/ Eduardo Araujo/ Cesar Camargo)

Marino Rocha (Jô/Boni)

Joana Penna (Elis/Jane Burkin)

Jorge Neto (Pelé/Simoninha/Zé Ary/ Jair)

Paulo Trajano (Delegado/Zagallo/ Flavio Cavalcanti)

Cássia Raquel (Sarah Vaughan)

Dennis Pinheiro (Sabá e Carlos Alberto Torres)

Lívia Guerra (Marly Tavares / imperialete)

Natasha Jascalevich  (Brigite Bardot/ Laurinha Figueiredo)

Kotoe Karasawa (apresentadora da Record)

Ariane Souza (imperialete)

 

Banda:

Alexandre Elias: guitarra

Kim Pereira: bateria

Decko Telles: baixo

Alexandre Vianna: pianista

Márcio Forte: percussão

Denilson Martins: saxofonista

Jorge: trombone

Bruno Fermiano: trompete

 

Serviço:

‘S´imbora, o musical – a história de Wilson Simonal’

Temporada: até 26 de julho

Teatro Cetip. Rua Coropés, 88, Pinheiros, zona oeste, São Paulo. Tel.: (11) 4003.5588. Quinta a sábado às 21h00; domingo às 19h00

Valores dos ingressos:

Quinta e sexta – Plateia VIP e Plateia A – 160,00

Plateia Superior – 100,00

Plateia Superior – última fileira – 50,00

Sábado e Domingo – Plateia VIP e Plateia A – 180,00

Plateia Superior – 100,00

Plateia Superior – última fileira – 50,00

Classificação etária: não recomendado para menores de 12 anos

Duração: 2h40 (com intervalo)

Lotação do teatro: 627 lugares

Bilheteria funciona diariamente, 12h às 20h (em dias de espetáculo, a bilheteria funciona até o início da apresentação).

Vendas pela internet: http://premier.tickets

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